quinta-feira, 7 de outubro de 2010

LUA CRESCENTE - O Amadurecimento

Esbbath da Lua Crescente Quinta Feira 14/10/2010
Entrada Franca
Realização: Kumpania Buena Dicha
LOCAL: Fraternidade Eclética E SOCIEDADE GENEROSIDADE.
ENDEREÇO: AVENIDA MÁRIO COVAS 1170 EM FRENTE AO ARMAZEM XXXV (35) Horário: 19:00 H
PÚBLICO: TODOS OS místicos E MAGOS E INTERESSADOS
CONSULTA COM NOSSO MENTOR ESPIRITUAL,Cigano Baralho, JOGO DE BÚZIOS, APLICAÇÃO DE REIKI, CIRCULO MÁGICO, WICCA E RITUAL DE CIGANO.
TELEFONE CONTATO PARA MAIS INFORMAÇÕES: [13] 30216100 C / RAFAEL

A lua crescente representa um momento muito importante dentro dos esbbaths, o amadurecimento das idéias, dos objetivos, e do próprio conhecimento. Na Lua Negra transformamos, na Nova criamos e na crescente colocamos em prática nossos objetivos.
Nesse momento a Deusa transita entre sua face jovem à sua face mãe e senhora, ela realmente está crescendo e amadurecendo, é um bom momento para despertar novas sensibilidades e para verificar o andamento de toda a sua vida.
 Abaixo, por tópicos, colocaremos informações detalhadas sobre o funcionamento básico de um Esbbath junto com dicas úteis para que possam montar os seus. Além disso, falaremos das lendas, supertições e histórias/relatos das práticas desse Esbbath.

LIMPEZA, PURIFICAÇÃO, DECORAÇÃO E SINTONIZAÇÃO.

Para entender e aprender todo o processo de LIMPEZA e purificação necessário ao bom funcionamento de qualquer celebração.
A Decoração do Esbbath de lua crescente é muito individual, sua cor, normalmente é o verde ou o amarelo, cores ligadas a crescimento e abundância, porém você pode incluir outros tons da forma que desejar.Você deve espalhar por todo o local símbolos, imagens ou objetos que lembrem tudo aquilo que você deseja por em prática e fazer prosperar e crescer, seus projetos, coisas do trabalho, desenhos dos objetivos, fotos da família e do parceiro(a). A decoração deve auxiliar em suas reflexões e no envio de suas energias para esse projeto.
A Sintonização corresponde a uns 15 minutos que você deve dedicar ao ambiente onde ocorrerá a celebração. Respire fundo sinta os cheiros, pare para ouvir os sons do local, olhe a sua volta e veja onde está, tente sentir a energia do lugar. Caso seja um lugar com uma história bonita reflita um pouco sobre essa história, tente entender porque você foi celebrar ali, ande por todo o local, interaja com a energia emanada por esse ambiente. Faça tudo isso em silêncio, respirando fundo, e preparando todo o seu corpo para o Esbbath que está sendo iniciado.

ABERTURA DO CÍRCULO E INVOCAÇÕES.

Como já era de se esperar a abertura do círculo e as invocações seguem sempre um padrão o qual vocês podem encontrar em Círculo Sagrado, apenas as invocações dos DEUSES é que mudam.
Cada esbbath corresponde a um aspecto das divindades, a Lua Crescente corresponde as Faces ligadas a fartura e ao crescimento, alguns exemplos dessas faces são: Pan, Hera,  Danu, e vários outros que vocês podem encontrar na sessão Deuses.
Na simbologia do Esbbath, nesse momento a Deusa é donzela, já amadurecida e crescendo. Os adolescentes, e demais animais em crescimento são abençoados pela Deusa. Sendo assim, é normal enviar bênçãos aos JOVENS que acabaram de entrar na puberdade e estão se tornando homens e mulheres maduros, assim como abençoar os animais que já se tornaram férteis e estão concluindo seu crescimento, as plantas também não devem ser esquecidas e deve-se celebrar com bênçãos todas aquelas que vingaram e estão crescendo.
Apenas após estudar, conhecer e se sintonizar com divindade é que estamos aptos para chamá-la em um RITUAL , com isso depois de trabalhar com a face do seu panteão você deve criar sua forma de invocar tal divindade, pois já saberá como.

Pan - deus dos bosques

Pan é o deus dos bosques principalmente, mas também era deus do pânico, devido ao enorme medo que se dá ao andar sozinho na floresta durante a noite, ele era um sátiro (meio homem, meio bode).Pan é filho de Zeus com Amaltéia, quando Tifon invadiu o monte olimpo, todos os deuses fugiram para o Egito e se transformaram em animais,Pan entrou dentro da água e tornou um bode, mas a parte submersa se transformou num rabo de peixe, fazendo uma criatura diferente, Zeus achou uma estratégia muito boa e por isso botou este momento nas estrelas, fazendo a constelação de capricórnio.Pan se apaixonou perdidamente por uma ninfa chamada Syrinx, mas ela o rejeitou, afinal ele não era nem homem nem bode, mas mesmo assim ele continuou a persegui-la, Syrinx fugiu dele até chegar nas margens do rio Ladon, vendo que não tinha como fugir ela pediu para as ninfas do lago (naiades) que mudassem sua forma, sendo assim as ninfas a transformaram num bambu, Pan a alcançou, mas ao agarrá-la, viu que não era ela e sim um bambu, ao ouvir o som do bambu ele ficou admirado e cortou o bambu, fazendo uma flauta, que ele chamou de "Syrinx", nós conhecemos a flauta como "flauta de Pan".
Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico.
Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano.
Tornou-se símbolo do mundo por ser associado à natureza e simbolizar o universo. Em Roma, chamado de Lupércio, era o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã foi associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.
Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.
Pã e Syrinx, quadro de Nicolas Poussin (1637)
Pã apaixonou-se pela ninfa Arcadiana Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode.
Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pan a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.
Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de Flauta de Pã, em honra ao próprio deus.
Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amaltéia. Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do Rio Nilo e surgiu Tífon, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o em uma constelação, a que seria Capricórnio.


Hera


Na mitologia grega Hera (do grego Ήρα, transl. Hēra) é a deusa da família e do ciúmes, equivalente a Juno, na Mitologia romana, irmã e esposa de Zeus, deusa dos deuses, que rege o casamento. Retratado como majestosa e solene, muitas vezes coroada com os polos (uma coroa alta cilíndrica usada por várias deusas), Hera pode ostentar na sua mão uma romã, símbolo da fertilidade, sangue e morte, e um substituto para as cápsulas da papoula de ópio. A vaca, e mais tarde, o pavão eram animais relacionados com ela.
Juno (Hera) e Júpiter (Zeus), Staatliche Antikensammlungen, Berlim
Juno(Hera) recebendo a cabeça de Argos, Jacopo Amigoni
Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê. O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência. Possuía sete templos na Grécia. Mostrava apenas seus olhos aos mortais e usava uma pena do seu pássaro para marcar os locais que protegia. Hércules destruiu seus sete templos e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus. Depois disso, ele foi aceito como deus do Olimpo. Hera era muito vaidosa e sempre quis ser mais bonita que Afrodite, sua maior inimiga.
Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas, é representada na Ilíada como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos. É representada por um pavão e possui uma coroa de ouro.

Símbolos

Hera, assim como os outros deuses possui alguns símbolos, como o romã, que está associado a paixão e fecundidade,cuja árvore está relacionada a deusa grega Afrodite, essa fruta simboliza a fartura, o nascimento e a abundância, e suas sementes são usadas no ano novo para conseguir dinheiro. Mas, Hera, também tem outros símbolos, como por exemplo a vaca, um animal relacionado a ela, que tem como significado, a abundância, a riqueza, a renovação.E, o pavão, que está relacionado, o orgulho, a vaidade, e a mentira, o pavão já foi considerado sagrado naÍndia, mas hoje, quem ocupa este lugar é a vaca.
Como, se pode perceber, para entender Hera, precisamos primeiro compreender o significado de seus símbolos, e o que nota-se, é que Hera, está muito relacionada, a abundância, a riqueza, a vaidade, ou seja, ela, não só é a deusa do casamento, mas também, está relacionada, ao lado material da vida, nossos ganhos.



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A mãe celeste, que dança na espiral das serpentes das estrelas, é a fonte de onde nasceu aquele povo antigo, que trouxe o druidismo a terra da esmeralda, seu nome Dana, significa bailarina brilhante" Cathbad
Na Lua Cheia, os praticantes da Arte celebram Dana ou Danu e como ainda sei pouco sobre a cultura Celta pedi a Lu para escrever algo sobre essa Deusa e ganhei de presente um delicioso artigo que eu posto a seguir, espero que apreciem:

Deusa Celta Danna dos Tuatha dé Dannan

Segundo a lenda, Dana nasceu em um Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.
imageTambém conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusaAnu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.
Um antigo “feitiço” celta mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos. Dizem que funcionava.
Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo descendente da Deusa Dana, reverenciados pelos Celtas), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia.
A ligação dos Celtas para com sua Deusa Dana era muito intensa, basta verificar o nome dado ao rio onde a civilização Celta se desenvolveu: Danúbio. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".
Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.
Dana era considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".
Aqui preciso fazer uma pausa para lembrar vocês que o povo Celta tinha uma forte ligação com tudo que era belo e os que tinham o dom da escrita (eram poucos) eram considerados figuras abençoadas pelos Deuses. Assim, é muito comum o uso da poética para reverenciar seus Deuses. Muitas de suas preces tão constituídas de versos e possuem rimas agradáveis de se ouvir e outras possuem ritmo e podem ser facilmente cantadas.
Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.
Embora prefira não fazer referências ao cristianismo, aqui preciso abrir uma excessão, já que a figura mística de Dana foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia.
Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".

Prece para a Deusa Dana
Danna dos mares revoltos 
Da luz refletindo nas águas 
Nos permita caminhar pelos vãos sagrados do ar 
Nos brinde com sua sabedoria
Me permita sonhar com o futuro 
Me permita enxergar os lugares obscuros 
onde apenas tua luz consegue alcançar
Senhora Mãe dos Deuses 
Esteja comigo desde o meu despertar 
Me ajude a caminhar pelos caminhos 
que os Deuses tecem desde sempre 
Me ajude a ser calma diante das indignações 
Me ajude a ser fiel a sequência natural de todas as coisas 
Me ajude a ser pensante diante das inquietações
Traga a alegria da vida para todas as coisas vivas 
Traga a beleza de ser filhos de teu abençoado ventre 
E receba meu agradecimento a cada por do sol 
Onde a escuridão se curva diante de tua infinita luz 
Eu dança em teu nome para celebrar o teu reino 
Eu festejo a luz que me orienta e guia 
Eu celebro o teu nome Danna dos Tuatha dé Dannan

Avalon e as Deusas

Nas fontes do Mabinogion e nos poemas de Hanes Taliesin, podemos observar a busca pelas Deusas de Avalon e suas múltiplas faces, invocadas na imagem das sacerdotisas, servindo de introdução e direcionamento para os nossos estudos.
As mulheres normalmente eram trazidas de todas as ilhas britânicas, das terras célticas, habitantes de pequenas aldeias e até de outros lugares distantes, para estudar em Avalon. Qualificadas na cura e nas artes mágicas da criação e da morte, são conhecidas como as mantenedoras dos mistérios das Deusas.
Podemos relacionar as Deusas, as quais possuem uma forte relação com a Ilha Sagrada de Avalon, que são: Dana, Brighid e Morrighan. Além das Deusas tidas como as guardiãs dos mistérios: Blodeuwedd, Arianrhod, Rhiannon, Cerridwen e Branwen.
Dana
"Filhos da Deusa irlandesa Dana ou Don galesa, representava o clã da união familiar."
Deusa da fertilidade e da vida. Dana ou Danu era a Deusa mãe da tribo dos Tuatha Dé Danann, povos da Deusa Danu ou tribos de Dana. Alguns estudiosos acreditam que Dana e Ana sejam a mesma divindade. Os membros da tribo que permaneceram na Irlanda formaram os "Daoine Sídhe", que literalmente significa "povo das fadas". Habitantes do Sídhe ou colinas sagradas, povos do Outro Mundo ou Avalon, a Ilha da Eterna Juventude, eram conhecidos também como "Os que sempre vivem", pois guardavam o segredo da imortalidade.
Brighid
"Bride tem um pomar, doce jardim do outro lado da montanha
Maçãs crescem nas árvores e lá são colhidas duas vezes por ano
As abelhas fazem mel que levam para todas as direções cardeais
Aspergido de açúcar sobre todas as estradas do meu amor."
Deusa triplíce, Senhora da inspiração poética (o awen sagrado) e da fertilidade. Brighid é a Deusa da forja, do parto, da poesia e da cura, tem uma forte ligação com os bardos e os xamãs. Brighid também é a Deusa do fogo, a centelha da vida, e até os dias de hoje conserva-se o costume do fogo perpétuo mantido no seu templo, em Kildare na Igreja do Oak, província de Leinste, leste da Irlanda.
Nos mitos arturianos, a espada que simboliza Arthur é Excalibur, forjada por mulheres em Avalon, a Ilha das Maçãs. Brighid também tinha um pomar mágico de maçãs, na qual as abelhas viajavam para obter o néctar abençoado, além de ser a guardiã dos poços da Grã-Bretanha e da Irlanda, conhecidos como a Voz Soberana da Deusa. A Senhora do Lago é a face da Deusa da Soberania.
Morrighan
"Morrighan, filha de Ernmas lutou ferozmente na batalha contra os Fomorians, que foram derrotados e levados para o mar."
Deusa da guerra e do amor físico, Morrighan, em gaélico irlandês é Mhór Ríoghain, a Grande Rainha, é a patrona dos campos de batalha. Deusa triplíce da fertilidade, da guerra e da magia. Os mitos nos diz que ela é um membro dos Tuatha Dé Danann, além de amante do grande Dagda e de Lugh.
Uma das mais conhecidas histórias de Morrighan foi sua associação ao herói celta CuChulainn, nos mitos irlandeses do ciclo de Ulster, em "O Roubo do Gado de Regamna". Cuchulainn encontra Morrighan dirigindo uma novilha em seu território, não reconhece a Deusa e dirige-lhe vários insultos, enigmaticamente ela diz: "Eu guardo a sua morte."
Uma referência aos mitos arthurianos, na batalha final de Camelan, rei Arthur é retirado dos campos de guerra por Morgan Le Fay, fazendo uma alusão à Deusa Morrighan, onde é levado para Avalon para curar suas feridas.
Blodeuwedd
"Nove poderes de nove flores,
Nove poderes em mim combinados;
Nove botões de plantas e árvores...
Longos e brancos são meus dedos,
Como a nona onda do mar."
Blodeuwedd é a Deusa virgem galesa, reverenciada em Avalon como a Deusa dos novos começos, da independência e da capacidade de renovação. Sua história pode ser encontrada no trecho do Mabinogion chamado de Math, filho de Mathonwy.
Conta que ela é feita de nove flores criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser a noiva de Llew, o Deus Sol dos galeses. Quando então, ela escolhe um amante que tenta assassinar seu marido, Llew, porém, se transforma em uma águia. Em seguida, Llew é encontrado e trazido de volta a sua forma original por Gwydion, que transforma Blodeuwedd em uma coruja como punição.
Existem muito mais nessa história do que os olhos podem perceber. Observe o que está além do que está escrito e saberá a verdade. O nome Blodeuwedd, significa "Rosto de Flor", que se refere a suas origens, assim como a associação com a coruja, que no País de Gales, ainda traz esse nome como referência.
Arianrhod
"Arianrhod de aspecto louvável, a madrugada de serenidade."
Arianrhod, a virgem branca, Deusa tríplice do amanhecer, da terra e da fertilidade, na tradição gaulesa. Senhora do renascimento em Avalon, associada a constelação Corona Borealis. Era a mãe de Llew, o Deus Sol de galês e Dylan, o Deus do Mar. Seu nome literalmente significa "Roda Prateada" e sua morada nas estrelas, é conhecida como a espiral da vida.
Retratada também no Mabinogion em Math, filho de Mathonwy, novamente devemos olhar além do que a lenda nos conta. Quando é chamada à corte de Math por seu irmão Gwydion, é convocada para realizar uma tarefa, que provaria sua virgindade, pois Math, exceto durante a guerra, poderia viver somente se mantivesse seus pés no ventre de uma virgem.
Então, pede-se que ela pise na varinha de Gwydion para verificar se ainda era virgem. Quando ela pisa sobre a varinha, imediatamente da à luz a dois filhos. Dylan rasteja-se e escapa para o mar, enquanto a outra criança, Llew, é capturada por Gwydion. Furiosa Arianrhod jura a seu irmão que a criança em seus braços nunca terá um nome, nunca empunhará uma espada e nunca possuirá uma mulher da Terra e que essas coisas só poderiam ser dadas pela mãe da criança.
Com o passar do tempo, através de mentiras, Gwydion consegue enganar Arianrhod, que dá um nome e uma arma a seu filho, mas apenas com a criação de Blodeuwedd, foi que o jovem Llew pôde ter uma esposa. Arianrhod é a representação da Mãe que é sempre virgem, pura. Aquela que dá à luz, mas que não pertence a nenhum homem.
Rhiannon
"E os pássaros de Rhiannon...
Cantavam para Eles no Outro Mundo,
Trazendo a eles a alegria..."
A Deusa Rhiannon, é representada pela égua branca, a rainha do Outro Mundo, cujos pássaros poderiam confortar as almas dos mais perturbados mortais. É a mãe educadora, devota a seus filhos, que amavelmente nos ensina as lições à nossa frente. Rhiannon aparece em dois trechos do Mabinogion: Pwyll, o Príncipe de Dyfed e Manawyddan, filho de Llyr.
Como foi relatado nessas histórias, Rhiannon, entende sobre a miséria e a dor, a separação e a perda, mesmo tendo sido enganada, seu amor era implacável e sua dignidade inabalável. Associada também a Épona pelos gauleses e a Macha pelos irlandeses. Rhiannon é a grande rainha dos galeses.
Com Rhiannon, uma poderosa presença é evocada, personalidade única de origem misteriosa, a mulher caluniada e, finalmente, a Rainha soberana, transmite todo seu poder através das suas palavras, inspirando-nos à sabedoria e a paciência.
Cerridwen
"Eu obtive minha Inspiração,
Do caldeirão de Cerridwen."
Nos contos de Mabinogion em Math, filho de Mathonwy, Cerridwen é reverenciada em Avalon como a Deusa Anciã. É a Deusa gaulesa da transformação, cujo o caldeirão devemos adentrar para renascer. É a feiticeira, na face escura como Cailleach, onde aqueles que não a entendem, geralmente a temem.
O grande Bardo Taliesin recebeu seu dom, através de Cerridwen. Certa vez, um jovem servo chamado Gwydion roubou três gotas de uma poção que Cerridwen estava preparando para seu filho Avagdu. Com essa poção, obteve todo seu conhecimento. Sabendo que seria punido, fugiu da furiosa Deusa.
Uma perseguição fantástica, repleta de mudanças de forma (metempsicose), onde teve início a caçada mágica, até que finalmente Gwydion, na forma de um grão, se escondeu no chão na dispensa. Cerridwen transformou-se em uma galinha e comeu o grão, consumindo por vez Gwydion. Nove meses depois, Taliesin, o Bardo, nasceu do seu útero. Ela jogou-o no mar em Samhain e ele foi encontrado numa rede de pescar.
O caldeirão é uma analogia ao Graal, para curar todos os males, que reaviva os mortos e cura os enfermos, no Outro Mundo. Cerridwen vive ao lado de um lago, em Avalon, sendo a detentora do Caldeirão da morte e do renascimento.
Branwen
"Ela foi uma das três Matriarcais da ilha, linda donzela no mundo Ela era!"
A incrível Deusa Branwen, a personificação da soberana, é a Deusa suprema de Avalon. Há um capítulo inteiro do Mabinogion que carrega seu nome, Branwen, a filha de Llyr. O Corvo Branco, a irmã de Bran, o Abençoado Bran. Tornou-se Rainha da Irlanda e posteriormente, foi extremamente maltratada por seu marido.
Por esse motivo, enviou estorninhos, uma espécie de pássaro que ela mesma treinou, para chamar seu irmão Bran, que era Rei da Ilha da Grã-Bretanha, para socorrê-la das crueldades do marido Matholwch.
Matholwch, temendo a guerra, tentou conciliar-se com Bran, mas os irlandeses entraram em guerra assim mesmo. Branwen retorna à Bretanha, onde morre de tristeza por ver tanta morte e destruição em seu reino. Branwen é a Deusa da justiça, da compaixão, do amor e da beleza.
Um breve comentário...
As Deusas de Avalon não são apenas mulheres lindas e misteriosas, são fortes referências de uma religião que advém da ancestralidade da terra, do céu e do mar, muito além das ilusões criadas pelo homem.
A metáfora fortalece os mitos para que, através das lendas, possam se propagar pelos séculos afora, rompendo a barreira do tempo, jamais se esquecendo que a verdadeira força está no equilíbrio, pois as Deusas, em suas diferentes faces, representam à energia criadora de todas as coisas viventes e possuem funções específicas, tais como: soberania, guerra (bravura) e proteção, além dos seus próprios atributos individuais.
Essa é a mensagem de Avalon, as Deusas celtas e dos mistérios arturianos. Quando a dedicação é sincera e a busca constante, os caminhos se abrem e a verdade sempre nos é revelada. Bênçãos plenas!

MEDITAÇÕES

As meditações são direcionadas ao crescimento de projetos, a abundância e seqüência de nossos objetivos. Imagine que você deseja ter um bom rendimento financeiro ou um crescimento no seu contato e união com a família, nesse momento de lua crescente você deve meditar sobre quais são as atitudes e posturas que deve tomar para que tudo possa crescer e prosperar, e deve por em prática tudo isso.
Essa meditação também deve possuir uma reflexão para nossas mudanças internas, devemos verificar o que foi criado no sabbath passado e colocar tudo para prosperar, devemos guiar o crescimento de nossos sentimentos e gerar uma harmonia, para que nada cresça além do devido.
Podemos meditar sobre lendas ou histórias de fertilidade, de crescimento, de abundância. Seja as vitórias dos Deuses, o crescimento das cidades, a nosso próprio amadurecimento e etc. Como foi o nosso crescimento? Quem estava presente na nossa puberdade? Como lidamos com isso? O que aprendemos e levamos até hoje no nosso amadurecimento como pessoas? Como nós fortalecemos nossos projetos, realizamos nossos sonhos de criança, ou criamos outros? Tudo que representa crescimento e expansão pode ser analisado.

DANÇAS, CÂNTICOS E ORAÇÕES.

Como já ficou visível o esbbath ao crescimento, a abundância, e alguns tipos de danças são muito bons para relaxar e inspirar o crescimento dos projetos.A dança mais comum é chamada de dança dos sons naturais ou ritmos silenciosos, consiste em ficar de pé – quando sozinha(o) e em local adequado pode ficar nua(ú) – e em pleno silêncio. Comece a movimentar o corpo calmamente da forma que desejar, com o tempo aumente a força e rapidez dos movimentos até que esteja dançando em seu próprio ritmo livre, solto e de acordo com o seu corpo, crie seus movimentos.
Enquanto dança tente colocar para fora sons variados, use da sua criatividade, trabalhe o seu interior, acalme seu coração, organize suas energias, equilibre seu corpo.
É comum criar Cânticos para os DEUSES presentes nos esbbaths, use sua criatividade, use ritmo, rimas e sons variados todos ligados ao princípio básico do esbbath: PROSPERIDADE , expansão, abundância, a partir daquilo que já possuímos e criamos no esbbath passado e em cima de tudo aquilo que recebemos nesse período.
Orações? Sim orações! Os Bruxos conversam com suas divindades, obviamente de uma forma diferente (não ajoelham ou se colocam inferiores), mas conversam, pedem e agradecem da mesma forma que todas as outras religiões. As orações podem ser espontâneas ou montadas com antecedência, podem ser ritmadas ou não, devem apenas estar relacionadas ao esbbath, conversem com os Deuses, peçam ajuda para enfrentar, compreender e controlar esse crescimento que desejam. Encarem todas as imagens e sensações que os DEUSES vão lhe mandar para auxilia-los nesse momento. Apenas não esqueçam o Adágio:
“Cuidado com o que pede aos Deuses, pois eles podem realizar”


Se você não está pronto para enfrentar determinada situação, não peça, não busque, não tente amplia-la. Se você pedir aos DEUSES auxilio em algo que você ainda não está pronto para ter, eles podem te dar exatamente para você ‘sofrer’ naquilo e aprender a não pedir coisas com as quais não está pronto para conviver.

TRABALHOS MÁGICKOS

As(os) Bruxas(os) fazem feitiços, encantamentos e RITUAIS de magia variados, com diferentes finalidades. Cada Lua possui uma influência diferente nas energias que são usadas nesses ritos, a Lua Crescente representa o momento após a criação, é o momento em que tudo já foi produzido, enraizado, organizado, sendo assim, é a Lua da expansão. Projetos, emprego, tudo deve seguir um AR ‘positivo’ e direcionado.Todo tipo de feitiço, ou ritualista que favoreça a expansão e o crescimento são favorecidos pela lua Crescente.

DESTRAÇAMENTO DO CÍRCULO E AGRADECIMENTOS

Acessem O Círculo Sagrado e vejam como fecha-lo corretamente.Há um antigo adágio na minha Tradição que diz:
“Se você não é capaz de agradecer por tudo que ganha ou conquista, pare de pedir e buscar, pois não é merecedor de nada”.
Todo bruxo(a) sabe que só ganha aquilo que merece, sabe também que para merecer, ele precisa ser grato por tudo, grato a ele mesmo por ter vencido suas dificuldades e grato aos DEUSES por esses permitirem o prazer da vida, dando-lhe condições de viver livremente usufruindo daquilo que deseja.
Então use sua criatividade, seja sincero e agradeça a presença de todos os participantes do seu esbbath: ELEMENTAIS , ancestrais, amigos (caso celebre em grupo ou coven), agradeça a você mesmo e aos Deuses.

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